Arquivo de Edições 2022 - Revista Hominum https://revistahominum.com.br/category/edicao-antiga/edicoes-2022/ Site da Revista Hominum Fri, 21 Jun 2024 02:51:42 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://revistahominum.com.br/wp-content/uploads/2020/08/cropped-rh-32x32.png Arquivo de Edições 2022 - Revista Hominum https://revistahominum.com.br/category/edicao-antiga/edicoes-2022/ 32 32 Edição 23 – Especial – 2022 https://revistahominum.com.br/2022/11/edicao-23-especial-2022/ Tue, 29 Nov 2022 15:07:03 +0000 https://www.revistahominum.com/?p=644 Baixe agora a nova edição da Revista Hominum.

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Apresentação

Este número traz um dossiê com artigos feito para o V Colóquio Internacional de História da África “Missionação, Agências e Sujeitos Históricos” que aconteceu entre 28 e 30 de abril de 2021. Nesta quinta edição do evento a proposta foi discutir a cooperação para a multiplicação de pesquisas e novas perspectivas sobre o conhecimento da história da África colonial e pós-colonial. Dentro da tradição multidisciplinar Jefferson Olivatto Silva apresenta artigo que versa sobre a resistência africana a partir do Movimento Lumpa de Alice Lenshina da Zâmbia que mediou prática culturais e o cristianismo passado pela igreja presbiteriana e escocesa que resultou na United Church of Central Africa. Jéssica Evelyn Pereira dos Santos analisa a obra etnográfica de Wilfrid D. Hambly e Gladwyn Murray Childs que estudaram as sociedades do planalto central de Angola em pleno período colonial e da delimitação do campo antropológico.

Já Anselmo Otávio apresenta suas reflexões sobre o discurso o The African Renaissance, South Africa and the World proferido pelo vice-presidente da África do Sul, Thabo Mbeki feito em 1998 que traz uma nova perspectiva política do África do Sul e sobre os países africanos que representa um período de transformação. As ações de violência como armas de guerra são o tema do artigo de Danielle C. Fuschilo e Letícia M. Dutra que analisam o estupro feminino durante a Guerra de Ruanda (1990-1994), conflito étnico que ocorreu entre Tutsis e Hutus. Buscando compreender o papel da política externa chinesa.

Em artigo, Vitória C. Oliveira busca entender as ações do país na Cooperação Sul-Sul em especial nas relações diplomáticas com o Djibouti. Laurindo Paulo R. Tchinhama desenvolve uma reflexão sobre as medidas políticas e sanitárias implementadas pelos Estados africanos no enfrentamento da covid-19 apontando o histórico de experiências de combate a outras endemias e pandemias que acometeram os países africanos. Tamires S. Paula analisa a partir do diário de missão do padre Graciano Castellari, sua trajetória e permanência na missão nos períodos de fim do colonialismo em Moçambique mesmo no pós- independência (1975-1992). Finalmente Bruna C. Reynals e Júlia M. Lima apresentam a entrevista com o Arcebispo Dom Luís que viveu na província de cabo Delgado, ao norte de Moçambique onde ele relata os acontecimentos da guerra em Moçambique comentando os aspectos que resultaram no conflito e o sequestro das irmãs religiosas por grupos insurgentes. Esperamos que esta rica diversidade de artigos possa estimular e proporcionar debates e ao leitor e pesquisadores da área das Ciências Humanas.

Boa leitura a todos

Profa. Lúcia Helena Oliveira Silva (UNESP-Assis)

Profa. Patricia Teixeira Santos (UNIFESP- SP)

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Edição 22 – Junho de 2022 https://revistahominum.com.br/2022/06/edicao-22-junho-de-2022/ Thu, 30 Jun 2022 14:24:38 +0000 https://www.revistahominum.com/?p=593 Baixe agora a nova edição da Revista Hominum.

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A MELANCOLIA NA HISTÓRIA

Pensando o fenômeno em perspectiva global

 Maria Daniela Bastos[1]

Sergio Schargel[2]

É vasto o amonte teórico-literário que tenta alcançar o âmago daquilo que se conhece como pelo nome de melancolia, palavra derivada do grego μελαγχολία e que designa uma tristeza vaga, funda e atuante. Ao longo das idades, muitas foram as tentativas de cerzir aquilo que a diferenciava dos outros humores corporais e, assim, muitas especulações e saberes foram elaborados. Foi vista como desequilíbrio entre as substâncias dos quatro humores; como a ausência de Deus; como traço de genialidade; e, a partir da revolução copernicana que Freud (2013) realiza, como uma relação de tanatofilia que surge em decorrência da perda de um objeto libidinal não identificado. Enzo Traverso (2018) expande as ideias de Freud (2013) e as aplica à política, denominando de melancolia de esquerda duas manifestações distintas, uma ativa, a dialética da derrota, e uma passiva, a perda do futuro idealizado. Para Traverso, o polissêmico campo que se compreende por esquerda, de comunistas a sociais-democratas, sempre manifestou uma melancolia intrínseca, não apenas pelas sequenciais e diversas derrotas políticas, mas, tanto mais, pelo esvaziamento do presente em prol de um futuro idealizado.

A proposta desse dossiê é explorar as relações as relações entre luto, melancolia, história e memória, em uma perspectiva global, isto é, que privilegiem relações transculturais, comparativas, transnacionais e/ou interdisciplinares. Desta forma, a intenção é privilegiar propostas que explorem a melancolia como condição que ultrapassa barreiras de tempo e espaço – em verdade, sua fons et orig ganha novos contornos e contrastes dado a modulação que a cultura imprime na subjetividade de cada época. Assim, se tornará possível enriquecer o estado da arte em diversas frentes com visões heterogêneas, bem como contribuir para os estudos globais a partir da ótica de um fenômeno milenar.

Submissões podem ser voltadas para, mas não limitadas, aos seguintes eixos temáticos:

I) A literatura e a arte da melancolia: como manifestações artísticas absorvem a dor, a memória, a ausência de sentido e a transformam em potência criativa? (Ex.: visões comparativas entre a literatura de Paul Celan e Primo Levi).

II) A relação da história com o luto e a melancolia (ex. a visão da antiguidade, a visão medievalista, a visão da psicanálise).

III) A melancolia na teoria política (ex.: Melancolia de esquerda, obra de Enzo Traverso; o trabalho da psicanalista Maria Rita Kehl sobre melancolia, ressentimento e fascismo).

IV) Pós-memória e melancolia (ex.: pós-memória na terceira geração de sobreviventes do Holocausto).

V) A melancolia na linguística (ex.: como o conceito se transpõe entre os idiomas).

A proposta se derivou a partir de um diálogo interdisciplinar entre as pesquisas dos proponentes.

[1] Mestranda em Letras pela UFJF. Sua pesquisa e produção acadêmica refletem acerca das diversas manifestações da morte em vida, seja aquela de ordem psicológica e/ou simbólica na estrutura interna da obra de Pedro Nava. E-mail: mariadanielabelfort@outlook.com.

[2] Doutorando em Letras pela USP, doutorando em Comunicação pela UERJ, doutorando em Ciência Política pela UFF. Mestre em Letras pela PUC-Rio, mestrando em Ciência Política pela UNIRIO. Sua pesquisa e produção artística são focadas na relação entre literatura e política, tangenciando temas como teoria política, literatura política, pós-memória, antissemitismo e a obra de Sylvia Serafim Thibau. E-mail: sergioschargel_maia@hotmail.com.

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