Arquivo de Edições 2024 - Revista Hominum https://revistahominum.com.br/category/edicao-antiga/edicoes_2024/ Site da Revista Hominum Mon, 03 Nov 2025 11:24:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://revistahominum.com.br/wp-content/uploads/2020/08/cropped-rh-32x32.png Arquivo de Edições 2024 - Revista Hominum https://revistahominum.com.br/category/edicao-antiga/edicoes_2024/ 32 32 Edição 27 – Edição de Setembro – 2024 https://revistahominum.com.br/2024/09/edicao-27-edicao-de-setembro-2024/ Mon, 30 Sep 2024 18:28:29 +0000 https://www.revistahominum.com/?p=817 Baixe a Edição 2024.2 da Revista Hominum

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EDITORIAL

PEDAGOGIA CRÍTICA: EPISTEMOLOGIA, POLÍTICAS E PRÁTICAS

 

Prof. Dr. Roberto Araújo da Silva Vasques Rabelo

Centro Universitário Lusíada (UNILUS) – Universidade de São Paulo (USP)

Prof.ª Dr.ª Maria Amélia do Rosário Santoro Franco

Universidade Católica de Santos (UNISANTOS)

 

As vertentes críticas em Pedagogia têm fundamentado estudos e debates no campo educacional desde meados do século XX. Com procedências vinculadas ao aspecto emancipatório do paradigma moderno, isto é, ao marxismo e suas decorrências, a Pedagogia Crítica configura-se como importante recurso de resistência e enfrentamento às desigualdades sociais presentes no devir existencial humano e no sistema capitalista contemporâneo.

A práxis da Pedagogia Crítica integra a consciência e a prática da educação como recursos para a transformação da ideologia dominante que oprime classes sociais subalternizadas. Portanto, essa perspectiva epistemológica opera práticas educativas baseadas na problematização de contextos histórico-culturais com vistas a modificá-los, na intenção de produzir justiça social e cognitiva.

Este dossiê reúne trabalhos que discutem princípios epistemológicos, práticas pedagógicas e políticas educacionais lastreados na Pedagogia Crítica. Os artigos aqui reunidos pretendem contribuir com o desenvolvimento da Educação, a ampliação do debate epistemológico sobre Pedagogia e Pedagogia Crítica, assim como difundir potencialidades da práxis pedagógica crítica em instituições escolares.

No primeiro texto, intitulado Pedagogia Crítica: princípios epistemológicos e políticos, de nossa autoria, buscamos descrever as bases epistêmicas e políticas da Pedagogia Crítica, apresentando seus elementos constitutivos e suas finalidades emancipatórias.

O segundo artigo, O direito de ser e se construir humano: formando por uma epistemologia crítica freireana, de Guadalupe Mota e Simone Nogueira, busca evidenciar, a partir de um processo formativo docente com caráter pedagógico-crítico, as possibilidades de reação à lógica neoliberal na Educação.

No terceiro estudo, intitulado A Pedagogia Crítica na perspectiva de Maria Amélia do Rosário Santoro Franco, Mary Gracy Lima e Saray Marques indicam subsídios da e para a Pedagogia Crítica, a partir de uma análise da obra de Maria Amélia Santoro Franco.

Em Teoria Crítica e Pedagogia Crítica sob a ótica de Theodor Adorno, Walter Benjamin e Paulo Freire, Gabriel Jorge Rodrigues de Souza e Aldo Lima Silva discutem, de maneira ensaística, articulações entre a Teoria Crítica da Escola de Frankfurt e as bases da Pedagogia Crítica freireana, fundamentos da práxis pedagógica socialmente engajada e emancipatória.

O quinto artigo, Formação Inicial em Pedagogia: o aprender a ensinar em sua relação com as práticas pedagógicas a partir da Pedagogia Crítica, cuja autoria é de Thayná Guedes Assunção Martins e João Antonio de Sousa Lira, traz uma análise de como a Pedagogia Crítica pode contribuir no processo de aprender a ensinar mediante a produção de práticas pedagógicas que transcendam a ingenuidade.

No sexto texto, A rotina pedagógica e a inibição da infância: curiosidade epistemológica à míngua, Hélio da Guia Alves Junior e Silvia Cinelli Quaranta buscam identificar prejuízos oriundos da mecanização da rotina pedagógica, com a pretensão de compreender a diferença entre rotina e ritual, e refletir sobre as possibilidades do ritual pedagógico como um instigador da curiosidade epistemológica, um fundamento da Pedagogia Crítica.

O sétimo artigo, Conflito Pedagógico: dispositivo e possibilidade em outra pedagogia, das autoras Leiny Leite e Lisley Gomes da Silva, provoca reflexões sobre o conceito de conflito, a partir de pressupostos da Pedagogia Crítica freireana.

Em Educação antirracista e mídias digitais na EJA: caminhos de esperança em tempos de desencanto, o oitavo texto deste dossiê, Valmir Jhonatta Barbosa e Rosângela Rodrigues dos Santos analisam a integração entre mídias digitais e práticas pedagógicas críticas e antirracistas no contexto da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

O nono estudo deste dossiê, de autoria de Larissa Lima dos Santos e Silvia Cinelli Quaranta, tem como título Crianças refugiadas: o pertencimento por meio da educação e apresenta um importante relato de experiência alicerçado em fundamentos críticos emancipatórios sobre a educação de crianças refugiadas do Afeganistão.

O último artigo que compõe este dossiê, Princípio da Pedagogia Crítica como possibilidades de formação e práticas pedagógicas no processo de inclusão escolar no município de Cajati/SP, cuja autoria é de Olga Rosa Koti, explora potencialidades de formação docente lastreadas na Pedagogia Crítica, no contexto de um município pertencente a uma das regiões mais pobres do Estado de São Paulo.

Em suma, acreditamos no potencial da Pedagogia Crítica como recurso fundamental para a produção de uma educação progressista e para a superação de desigualdades, regimes de opressão e autoritarismos. Esperamos que este dossiê possa sensibilizar e congregar novos estudantes, docentes, pesquisadores e quaisquer interessados nessa temática, para o desenvolvimento de uma sociedade global justa, a partir de práticas pedagógicas problematizadoras, politicamente engajadas e socialmente referenciadas.

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Edição 26 – Edição Julho – 2024 https://revistahominum.com.br/2024/06/edicao-26-edicao-julho-2024/ Fri, 21 Jun 2024 02:37:04 +0000 https://www.revistahominum.com/?p=792 Baixe a Edição 2024.01 da Revista Hominum

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EDITORIAL

 

Tallita Stumpp

Universidade Federal do Rio de Janeiro

tallitastumoreira@gmail.com

Leandro Couto Carreira Ricon

Universidade Católica de Petrópolis – Faculdade EnsinE

leandro.ricon@ucp.br

 

Todos nós acompanhamos, ao longo dos últimos anos, os sucessivos ataques à educação brasileira e, sobretudo, à escola pública. Os confrontos que se travam não visam apenas um projeto educacional, mas um projeto de sociedade e, embora a democratização do acesso à educação tenha significado historicamente um avanço, as atuais configurações das políticas públicas neste âmbito lembrando-nos de que a construção de uma educação verdadeiramente democrática ainda está em processo e disputa. No entanto, as políticas públicas não se resumem à letra da lei, mas estão intimamente relacionadas com as práticas educativas, com os sujeitos nelas envolvidos, e com as instituições educacionais nas quais elas se desenvolvem. É a partir dessa relação dinâmica e complexa que o dossiê Políticas Públicas, Instituições Educacionais e Práticas Educativos reuniu reflexões e discussões plurais acerca do tema, buscando a compreensão das complexas questões destes processos.

O primeiro artigo, POLÍTICAS PÚBLICAS CURRICULARES: A QUESTÃO DA BNCC, de Luciana da Costa Itho e Thiago von Rondon Duarte, aborda a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) no contexto das políticas públicas educacionais, considerando o histórico de reformas educacionais no Brasil, enquanto Alessandro Furtado Pacheco e Antonio Flavio Barbosa Moreira, em DESAFIOS E TRANSFORMAÇÕES NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA: QUESTÕES ATUAIS, discutem as mudanças curriculares empreendidas pela Lei no 13415/2017 e a nova BNCC especificamente no Ensino Médio, demonstrando o alinhamento dessas mudanças com uma racionalidade neoliberal de valorização individual. Já o artigo LEGISLAÇÕES E PARADIGMAS SOBRE A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES: PONTOS FOCAIS ACERCA DO ENSINO PÚBLICO DE PETRÓPOLIS- RJ, de autoria de Luiza Martins Varricchio, trata das políticas de formação continuada de professores e da forma que esta é fomentada pelo poder público, especificamente no caso da cidade de Petrópolis, localizada na região serrana do estado do Rio de Janeiro.

Alan Marques de Pinho e Luiza Loubak de Souza, em INTERFACES ENTRE UNIVERSIDADE E ESCOLA: UM ENSAIO SOBRE O ETHOS ACADÊMICO E A PRÁTICA PEDAGÓGICA, discutem questões que permeiam a relação entre o saber universitário e as práticas pedagógicas de ensino, abordando as relações entre a formação docente sobreposta pelo conhecimento científico e a prática pedagógica, enquanto autêntico saber docente. Esta discussão encontra diferentes fios de diálogos possíveis com o texto de Márcio Vinícius Delgado e Antonio Flavio Barbosa Moreira, REFLEXÕES SOBRE EDUCAÇÃO, IDENTIDADE E TRANSFORMAÇÃO SOCIAL, uma vez que propõe uma discussão que ressalta a importância da relação entre pesquisa narrativa e os estudos pedagógicos e curriculares, enfatizando o papel da metodologia de pesquisa para a produção de reflexões sobre a construção de identidades, valores e transformações sociais, permitindo o emergir de vozes marginalizadas.

O sexto texto, ESTRATÉGIA E TÁTICA: REFLEXÕES SOBRE O AMBIENTE EDUCACIONAL A PARTIR DA OBRA DE MICHEL DE CERTEAU, de autoria de Luiz Henrique Bechtlufft Bade, tece uma aproximação dos conceitos de ‘estratégia’ e ‘tática’, a partir do pensamento de Michel de Certeau, em busca de compreender as dinâmicas da relações estabelecidas no ambiente educacional, enquanto Aparecida Bassoli Machado, em ALTERIDADE NOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL, também parte do pensamento de De Certeau para discutir a alteridade na sala de aula, considerando a influência das relações estabelecidas no ambiente escolar no processo de ensinoaprendizagem. Trazendo igualmente a discussão sobre a relação entre alteridade e educação, Cainan Espinosa Gimenes, em A PRÁTICA EDUCACIONAL ENQUANTO ABERTURA PARA O OUTRO EM EMANUEL LEVINÁS, relaciona a obra e pensamento de Emanuel Levinás com a prática educacional, partindo de uma abordagem filosófica. Já Leonardo de Carvalho, em VÍNCULOS AFETIVOS NA ESCOLA – UMA CONVERSA IMPORTANTE, reflete sobre os afetos e a importância do fortalecimento das relações criadas na sala de aula.

Focalizando as práticas educativas em matérias específicas da educação básica, NOVOS OLHARES PARA A DISCIPLINA DE HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PETRÓPOLIS, TURISMO E EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO, de autoria de Frederico Ferreira de Oliveira, Discute o processo de repensar a proposta curricular de História e Geografia,Turismo e Educação para o Trânsito em Petrópolis, região serrana do estado do Rio de Janeiro,com base no lugar social e na multiculturalidade; enquanto Leonardo Augusto dos Santos Costa, em ENSINO DE HISTÓRIA NA ERA DIGITAL: REDES SOCIAIS E PRÁTICAS EDUCACIONAIS, apresenta reflexões acerca da integração das redes sociais na educação e das possibilidades de dinamização do ensino de História e da popularização de seu conhecimento.

Por último temos o texto de Ana Clara do Carmo Clemente, ENSINO ANARQUISTA: REFLEXÕES E CONTRIBUIÇÕES, no qual a autora analisa as teorias e práticas anarquistas no campo da educação a partir de uma síntese dos pensamentos de seus principais intelectuais.

Desejamos aos leitores uma boa leitura e que as reflexões propostas, partilhando da compreensão de que é preciso anunciar denunciando e denunciar anunciando, possam possibilitar outras mais.

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